Inovação

11/12/2011
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Inovação é um dos principais meios através do qual as empresas conseguem caminhar em direção a uma economia de baixo carbono. As metas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) são os primeiros passos nesta direção e, para serem alcançadas, requerem investimentos em inovação.

Inovação não é apenas algo novo. Para um processo ou produto ser inovador, ele deve ir além de Pesquisa & Desenvolvimento, e deve ser implementado e trazer resultados.

Inovação = Ideia + Implementação + Resultados

Já a inovação sustentável se distingue da tradicional, pois além da introdução de produtos e processos novos ou significativamente melhorados para a organização, esta traz benefícios econômicos, sociais e ambientais, comparados com alternativas pertinentes.

Outro ponto de distinção entre as abordagens tradicionais de inovação e a inovação sustentável é que a primeira considera seus impactos sobre um grupo reduzido de stakeholders, como fornecedores, clientes, investidores e órgãos reguladores, enquanto a inovação sustentável considera uma lista ampla de stakeholders secundários, como a comunidade local e grupos ativistas, etc. A dificuldade torna-se muito maior por se tratar de inovações realizadas de forma contínua, pois é isso que caracteriza uma organização inovadora.

A inovação como estratégia de mitigação das mudanças climáticas emerge das múltiplas combinações de dois fatores:

a) Intenção estratégica, que discute qual o principal objetivo a ser alcançado pelas ações de mitigação conduzidas pela empresa. Neste contexto, a estratégia de uma empresa pode ser: (I) inovar, tornando-se diretamente criadora de novas perspectivas em mudança climática; ou (II) explorar os mecanismos de compensação existentes, principalmente os gerados pelo protocolo de Kyoto, podendo a empresa decidir por uma estratégia de “comprar” ou “vender” no mercado mundial de GEE.

b) Arquitetura da organização, que indica o grau de cooperação e mobilização de agentes dentro das organizações, na cadeia em que a empresa opera e para além dessa cadeia. Assim, a empresa pode: (I) agir de forma individual; (II) explorar uma estratégia para o seu segmento industrial e cadeia em que atua; ou (III) estabelecer parcerias para além de sua cadeia ou indústria, como, por exemplo, envolvendo organizações públicas não-estatais.

A compreensão da direção da empresa sobre as mudanças climáticas e seus riscos e oportunidades definirá a posição das empresas e as estratégias adotadas. Quanto maior for o número de dirigentes que perceberem na mitigação da mudança climática uma oportunidade para a organização, mais as empresas se concentrarão em objetivos de inovação.

Saiba mais

Oficina em Inovação na Gestão dos Desafios Climáticos (maio/2011)

Cartilha do EPC: Inovação na Gestão dos Desafios Climáticos

Empresas Membro do EPC

Apresentações, caso desafio e outros conteúdos exclusivos sobre a “Oficina de Inovação na Gestão dos Desafios Climáticos” na área restrita do EPC.

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Sob os ventos da mudança climática: desafios, oportunidades e o papel da função produção no contexto do aquecimento global, sobre as implicações da mudança climática para as organizações.

Referências bibliográficas para o conteúdo dessa página

BARBIERI, J. C. Organizações inovadoras sustentáveis. In: BARBIERI, J. C; SIMANTOB, M. Organizações inovadoras sustentáveis: uma reflexão sobre o futuro das organizações. São Paulo, Atlas, 2007.

BARBIERI, J ET. AL. Inovação e Sustentabilidade: Novos Modelos e Proposições. RAE, São Paulo, 2010.

HALL, J.; VREDENBURG, H., The Challenges of Innovating for Sustainable Development. MIT Sloan Management Review, Vol. 45 N.1, 2003.

JABBOUR, J.; SANTOS, F. Sob os ventos da mudança climática: desafios, oportunidades e o papel da função produção no contexto do aquecimento global, Gest. Prod. São Carlos, 2009.